É um grande problema quando projecto grandes expectativas sobre algo. A queda é sempre demasiado alta. Isto tanto se aplica à minha vida pessoal, como ao que me rodeia. Eu sei, construo um mundo à minha medida e crio ilusões. Pode parecer contraditório, mas sou a pessoa mais pragmática do mundo para certos assuntos, e no entanto, tão sonhadora e ilusionista do que me rodeia.
Bem, estou a afastar-me do assunto que me levou a escrever. Eu quero falar do Atonement. Quero expiar-me por ter depositado tanto sonho num filme.
O filme é bom. Mas para mim não foi O FILME.
A música é boa, a fotografia também. O desempenho da Keira e do James não é mau. Esperava uma história mais complexa. Por desconhecimento da obra do Ian McEwan não posso falar da adaptação e da fidelidade do argumento ao original.
Muitas vezes discordo das críticas dos jornais a alguns filmes, e tenho por hábito lê-las apenas depois de ter visto os filmes. Não resisti a ler uma do Atonement, directamente do Cinecartaz:
“É esse o problema central de "Expiação": é um filme demasiado enamorado da sua própria construção cinematográfica, demasiado consciente do jogo de espelhos que propõe e elabora. Está sempre a pedir-nos para o admirar - "olhem que bem que conto esta história, que bem que filmo" - mas nesse percurso perde de vista o seu objectivo final que é o de emocionar o espectador, revelando uma precisão quase gélida, meticulosamente calculada.”
Bem, estou a afastar-me do assunto que me levou a escrever. Eu quero falar do Atonement. Quero expiar-me por ter depositado tanto sonho num filme.
O filme é bom. Mas para mim não foi O FILME.
A música é boa, a fotografia também. O desempenho da Keira e do James não é mau. Esperava uma história mais complexa. Por desconhecimento da obra do Ian McEwan não posso falar da adaptação e da fidelidade do argumento ao original.
Muitas vezes discordo das críticas dos jornais a alguns filmes, e tenho por hábito lê-las apenas depois de ter visto os filmes. Não resisti a ler uma do Atonement, directamente do Cinecartaz:
“É esse o problema central de "Expiação": é um filme demasiado enamorado da sua própria construção cinematográfica, demasiado consciente do jogo de espelhos que propõe e elabora. Está sempre a pedir-nos para o admirar - "olhem que bem que conto esta história, que bem que filmo" - mas nesse percurso perde de vista o seu objectivo final que é o de emocionar o espectador, revelando uma precisão quase gélida, meticulosamente calculada.”
De facto, existem planos brilhantes: o dos bonecos e animais espalhados no chão do quarto de brincar, aquele sapo saído do nada, tudo o que se passou na fonte e também na biblioteca. Confesso que foram estas, talvez, as partes que mais me emocionaram. Mas mais uma vez, concordando com esta crítica, o que me faltou foi emoção, e, era isso o que eu mais esperava.
Sem comentários:
Enviar um comentário